Desenhando-se.

© Samuel Silva, 2014 — e-mail

“O arquivo é antes de mais a lei do que pode ser dito, o sistema que rege o aparecimento dos enunciados como acontecimentos singulares. Mas o arquivo é também aquilo que faz com que nem todas as coisas ditas se acumulem indefinidamente numa multiplicidade amorfa, também não se inscrevam numa linearidade sem ruptura, e não desapareçam simplesmente devido ao acaso de acidentes externos; mas se agrupem em figuras distintas, se componham entre si segundo relações múltiplas, se mantenham ou se dissipem segundo regularidades específicas;(...) Não é mais nem outra coisa senão uma reescrita: quer dizer, na forma mantida da exterioridade, uma transformação governada por regras daquilo que foi já escrito.”

FOUCAULT, Michel — A arqueologia do saber. Coimbra: Edições Almedina, 2005. p. 174 [Original ed.,
L´Archélogie du savoir, Paris: Gallimard, 1969.]